
E desde muito novo soube que certas coisas da vida não passavam de ilusão, Papai Noel não existia e a vida nem sempre era saborosa como uma ceia de natal. Mesmo assim gostava do Natal, servia pra juntar a família, ganhar presentes (o que era minha parte preferida)...
Ao chegar à adolescência veio de “brinde” a rebeldia característica dessa fase e eu passei a conspirar, lutar, combater o Natal e minha principal arma, não poderia ser diferente, eram minha teorias malucas.
Feliz Natal! Eu só conseguia pensar que as pessoas que me desejavam votos de felicidades eram, muitas vezes, aquelas que eram responsáveis por alguns dos meus problemas. Eu me isolava, me escondia e evitava ao máximo contato com essas coisas.
Achava que essa época era o tempo da hipocrisia, o tempo de fingir que todo mundo se dá bem, que todos se amam e que você é trouxa, afinal, só mesmo sendo trouxa pra acreditar nessas coisas em algumas situações. O que dificultava era o fato de que não sei representar na vida, não sei interpretar o bonzinho que ama todo mundo e semeia a paz. Infelizmente é de minha natureza criticar, lutar, contrapor e sempre ser sincero (infelizmente porque essas características sempre me metem em confusões).
Neste Natal isso ficou um pouco de lado. Estou, estranhamente, conformado. Talvez passei a acredita na bondade das pessoas. Talvez veja que este é o tempo de perdoar e de amar sem medidas e esquecer as coisas do passado e recomeçar no ano que chega!
(RISOS)
Essa foi muito Boa...
Na verdade, acabei me conformando com a hipocrisia do Natal. Com as brincadeiras de “amigo oculto”, as ceias e os presentes. Parando pra pensar é melhor que as pessoas se tratem bem durante alguns dias por ano do que se matem durante ele todo. É este é meu espírito de Natal. Então trate de aproveitar a simpatia dos antipáticos, o carinho das pessoas frias, a bondade dos perversos e o amor dos sem coração, afinal o Natal acaba rápido.
