quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Offline...


Não sei por que o homem tem tanta necessidade de parecer o que não é. Tanta necessidade de buscar com todas as forças parecer diferente do que a vida lhe fez tornar. Quando novos, mentimos diminuindo a idade, pra tentar saciar a vontade infantil de crescer. Quando velhos mentimos novamente na tentativa de sermos mais crianças, o desejo mais maduro que existe. Mentimos quanto a nossa altura, quanto ao peso e também em tudo que nos for conveniente, agradável ou até mesmo só pra não perder o costume.

Sei lá... Penso que logo após ter “inventado” a fala o ser humano foi logo tratando de arrumar algum artifício para os questionamentos que surgiram. Olha só a viagem que imaginei pra exemplificar:

Imagina que você é um homem primitivo do tempo em que a língua ainda não servia pra falar (incrível como o ser humano “descobriu” enumeras formas de empregar a língua ¬¬’) e que você comeu as frutas que o seu amigo primitivo comeu. Ciente do ocorrido, seu amigo vem ao seu encontro na intenção de reivindicar (ora, o cara mal sabe falar, quanto mais reivindicar) as frutas usurpadas... Pronto. Essa é a situação. Imagine teu amigo com ódio de você mas sem saber verbalizar a raiva. Deveria ser algo muito parecido com o famoso demônio da Tasmânia, Taz. Bom, você poderia muito bem se fazer de desentendido e ignorar, mas, depois da fala perguntas seriam feitas e respostas teriam que ser dadas. Dessa situação pra chegarmos na mentira que conhecemos hoje não é tão difícil imaginar... “Não, foi porque um macaco gigante apareceu e ele me deu o fogo e não sei o que... E pediu as frutas...” ¬¬’

Nós somos treinados para mentir desde que nascemos. Quando crianças não podemos dizer que não gostamos das comidas que nos oferecem enquanto convidados em um local. Não podemos falar a verdade quando perguntados se gostamos da vovó ou daquele tio mala que nunca nos deixa ver desenho animado. Crescemos e continuamos vendo que é preciso mentir para ser querido, desferindo os mais absurdos adjetivos às pessoas que só tem defeitos e até criaram outras formas de diminuir o ato de mentir: “Não menti, apenas omiti” ou “não estou mentindo, apenas não contei toda a verdade”.

Bom, se você parar bem pra pensar, verá que a opção de aparecer como offline que o MSN e outros mensageiros eletrônicos oferecem são também ferramentas de mentir. Será que mentir já não está tão dentro das rotinas de todos nós? E quer saber o pior? Você nunca tinha parado pra pensar que está mentindo enquanto lê esse texto e está com status de ausente ou offline e que conta a maior e pior das mentiras da internet: A lenda de que está estudando com MSN aberto...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O começo do fim.

Eu sei que ta bem fora de moda falar em terrorismo (vide “mais do mesmo”) mas estava um dia, como todos, jogando conversa fora comigo mesmo e lembrando que não faz muito tempo, ouvi dizer que um primo do Osama Bin-Laden residia aqui em Mossoró, mais precisamente no bairro Abolição IV (vai saber porque escolheu esse bairro). Aí minha mente estalou e lembrei que não sabia exatamente porque os Estados Unidos tinham essa sede de caça aos terroristas e porque os tais terroristas praticavam os atentados.

Como se formou: (ta resumido, vale a pena ler)
Al Qaeda, que significa “A Base”, é uma organização internacional fundamentalista islâmica que tem por objetivo reduzir as influencias não islâmicas no meio islâmico. Quando a União soviética invadiu o Afeganistão os Estados Unidos ajudaram a criar e fortalecer uma força regional para combater os invasores soviéticos. A frente dessa organização estava Bin-Laden, que é de uma família bem rica da Arábia Saudita (uma espécie de Rosados do Oriente Médio). A princípio a Al Qaeda tinha como objetivo derrubar a família real saudita que era muito ocidentalizada e pouco islâmica. Só que as segundas intenções americanas, sempre querendo difundir de forma massiva sua “cultura” não agradavam a Bin-Laden e há tantos outros que vêem suas tradições sendo jogadas no lixo.

Imagine a situação: você está na sua casa cuidando de um primo pequeno. Subitamente um cara vindo de outro bairro, outra cidade, invade a sua casa alegando que você não tem capacidade de cuidar do seu primo e que pode haver uma mamadeira envenenada. Aí eles inicialmente matam seu cachorro, afirmando que ele representa uma ameaça, trancam seu primo num quartinho. Rapidamente eles acabam com boa parte da comida e da água da casa. O que lhe resta? Começar a se comportar de forma ofensiva afim de que os visitantes se retirem. Sei que o exemplo é sem muita lógica, mas, igualmente sem lógica são essas invasões americanas no Oriente Médio.

Existe as FARC – Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – bem mais próximo da América, na Espanha tem o movimento separatista ETA. Não moveu uma palha contra o Exército Republicano Irlandês e nem enxerga que dentro de seus territórios existe a Ku Klux Klan. Só se interessam em “apaziguar” no oriente? Os povos de lá são atrasados? O fato de lá ter muito petróleo é mera coincidência?

Uma vez ouvi dizer que as vezes é necessário uma grande guerra para que cessasse todo derramamento de sangue, uma espécie de teoria de unificação. Será que o preço de um sangue paga o de outro? Essa idéia se torna tentadora pelo fato de prometer a paz absoluta, que como tudo que é bom, tem alto preço. Mas também ouvi que não existe nenhuma guerra boa e nenhuma paz ruim. Sei que é preciso ter tolerância e respeito e isso o homem não tem tido. Agora talvez tenha ficado claro quem são os terroristas desse mundo assustador e que os exterminadores do futuro somos quase todos nós.