quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Preto e Branco
Como sempre, me peguei pensando no mundo, pensando na vida... Pensando em coisas que gosto e detesto, pensando... Vi que tenho uma forte queda por imagens em preto e branco. Não faço a menor ideia de quando começou, nem o motivo (subjetividade é motivo?), a razão (agora ficou claro para mim que há uma razão que não necessariamente tem ligação com o racional). Preto e branco fica mais elegante, com ar de clássico, cara de atemporal, velho e moderno misturado, infindável.
Uma imagem em preto e branco é fria, talvez até um pouco arrogante. Exige que você ponha nela as cores, não te dá a cena toda de mão beijada, quer que você participe, a crie pelo menos em parte, algumas em todo. Que cor terá este mar? Verde ou azul? Que cor terá esta flor? Vermelha, amarela, branca...? Uma vantagem do preto e branco é que por não mostrar a cor do mar ou da flor, estes são livres para ter mais de uma, ter todas (embora podendo ter todas, efetivamente não tenha nenhuma).
Mas quem vai dizer que o mundo não é, hoje mais que nunca (ou pelo menos a partir de hoje), um preto e branco subjetivo e escalas de cinza pessoais, embasado nos ideais egoístas de cada um. Disseram-me que o pior cego é aquele que não quer ver, que só vê o que quer, que só enxerga a seu modo sem respeitar o de mais ninguém. Por isso amo o preto e branco, trás às cores algo que já fazemos com o mundo inteiro: ver ao nosso modo. Preto e branco agrada a todo mundo sem agradar a ninguém em especial.
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